"Charcos Temporários: um habitat natural a proteger!"

À descoberta das plantas dos charcos em Vila do Bispo

> A flora dos charcos temporários esteve no passado domingo em destaque nos charcos temporários de Vila do Bispo, uma iniciativa que teve como objetivo combater o desconhecimento deste habitat.

 

No Domingo, 5 de junho de 2016, em Vila do Bispo decorreu mais uma atividade de sensibilização, desta vez com o intuito de observar e conhecer um pouco melhor as plantas existentes nos charcos temporários mediterrânicos.

A atividade teve início por volta das 15h, no Centro de Interpretação de Vila do Bispo, com uma breve contextualização pela especialista em flora de charcos temporários, Carla Pinto Cruz da Universidade de Évora, parceira do projeto LIFE Charcos.

Neste dia solarengo estiveram presentes cerca de 20 participantes, que visitaram o charco nas proximidades do Mirouço, onde se conseguiu observar cerca de 15 espécies ligadas a este habitat, por exemplo: Cicendia filiformis; Exaculum pusillum; Illecebrum verticillatum; Juncus capitatus; Solenopsis laurentia; Lotus hispidus; Baldellia ranunculoides; Carum verticillatum; Glyceria declinata; Juncus capitatus; Juncus emmanuelis; Littorella uniflora; Myosotis debilis; Eryngium corniculatum; Isoetes setaceum.

Neste local para além da oportunidade de observar e identificar a flora existente, destacam-se também algumas curiosidades referidas pela investigadora sobre as espécies, bem como o esclarecimento de algumas dúvidas dos presentes.

É importante referir que a flora associada a estes charcos temporários tem características muito particulares, normalmente são plantas de pequena dimensão, que devido à efemeridade da água, preferem gastar energia na sua eficaz estratégia de reprodução do que no seu crescimento. Outras há como o Eryngium corniculatum (planta bioindicadora do habitat prioritário 3170 - charcos temporários mediterrânicos) que tem duas formas completamente distintas conforme o charco temporário se encontre ou não com água.

Espera-se que esta atividade tenha contribuído para combater o desconhecimento deste habitat prioritário, uma das principais causas da sua destruição.

 


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